Marc Ferrez

Marc Ferrez (Rio de Janeiro, 7 de dezembro de 1843 — Rio de Janeiro, 12 de janeiro de 1923).

Retratou cenas dos períodos do Império e início da República, entre 1865 e 1918, sendo que seu trabalho é um dos mais importantes legados visuais daquelas épocas.

Suas obras retratam o cotidiano brasileiro na segunda metade do século XIX, principalmente da cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil. Há fotos da ilha das Cobras, da floresta da Tijuca, da praia de Botafogo, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, entre outras.

Foi fotógrafo da Comissão Geológica do Império do Brasil, que era chefiada pelo geólogo e geógrafo canadense Charles Frederick Hartt. Ferrez foi o primeiro a fotografar os índios botocudos, na selva no sul da Bahia.

Participou de diversas exposições nacionais e internacionais, sendo premiado com medalhas de ouro em Filadélfia (1876) e Paris (1878). Aos 41 anos, é ordenado cavaleiro da Ordem da Rosa por D. Pedro II.

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Eugène Atget – 1857-1927

Eugène Atget foi um fotógrafo francês, hoje tido como um dos mais importantes fotógrafos da história. Passou toda a vida em Paris. Pioneiro, revolucionou a fotografia com seu olhar desviado do ser humano. Nascido em 12 de fevereiro de 1857, na França, perdeu seus pais ainda criança e foi educado por um tio.  Tornou-se marinheiro, viajando por rotas americanas; posteriormente optou pela carreira de ator. Ele entrou para o conservatório em 1879 e deixou em 1881 numa pobre companhia que atuava nas redondezas e subúrbios de Paris. Em 1889 se dedicou à pintura e acabou desenvolvendo sua capacidade observatória. Tornou-se fotógrafo para sobreviver. Especializou-se em postais e vistas cotidianas de Paris (mais de 10.000). Em 1926 participou da Review la Revolution Surrealiste. Fotografou diligentemente e incessantemente as esquinas parisienses até sua morte em 4 de agosto de 1927.

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Auguste Stahl

Theóphile Auguste Stahl (Bergamo, 23 de Maio de 1828 — Alsácia, 30 de Outubro de 1877)

Chegou ao Recife em 1853, registrando entre outros aspectos da vida Pernambucana, a construção da estrada de ferro Recife-Cabo e a visita de Dom Pedro II à cidade em 1859 – ocasião em que presenteou o soberano com um exemplar de seu excelente Memorandum Pittoresco de Pernambuco, contendo 34 fotografias do estado, feitas entre 1854 e 1859. Inicialmente associado à Adolpho Schmidt e Germano Wanhschaffe sob a razão social de Sthal, Schmidt & Companhia, tranferiu-se para o Rio de Janeiro em 1861, passando a identificar a partir de 1863 como Stahl & Wanhschaffe Photographos da Casa Imperial, título que lhes foi outorgado em 21 de abril do mesmo ano. Posteriormente atuando por conta própria, distinguiu-se por um olhar sofisticado e ousado mais próximo da visão contemporânea do que das normas vigentes em seu tempo.

Atuou em Pernambuco até 1861, transferindo-se para o Rio de Janeiro e recebendo do imperador D. Pedro II o título de Photographo da Casa Imperial, em 21 de Abril de 1862. Fotógrafo paisagista, Stahl demonstrou interesse pela natureza tropical. Também documentou a construção da segunda estrada de ferro brasileira e a visita de Dom Pedro II ao Recife, em 1858.

Participou de várias exposições fotográficas na década de 1860. É conhecido também por ter retratado o cotidiano do negro escravo.

Victor Frond

Jean-Victor Frond (Montfaucon, França 1821 – Varredes, França 1881). Fotógrafo. De nacionalidade francesa, possui estúdio no Rio de Janeiro (RJ) entre 1858 e 1862. É o primeiro fotógrafo aqui instalado a conceber um projeto de longo fôlego, destinado a documentar a terra brasileira até a mais remota província. Não consegue realizar completamente seu intento, mas torna-se no entanto, em 1859, o autor do primeiro livro de fotografia realizado na América Latina, Brésil Pittoresque [Brazil pittoresco], com texto de Charles Ribeyrolles. Nesta obra, apresenta pela primeira vez um registro fotográfico do trabalho escravo e da vida rural no país, porém não lhe era permitido fotografar as penas disciplinares infligidas aos negros, como o chicote, a palmatória e a prisão.

 Definiu os paradigmas da fotografia de paisagem no Rio de Janeiro, popularizando temas como o Pão de Açúcar, os Arcos da Carioca e o outeiro da Glória.

 Fontes: Itaú cultural, girafamania

Roger Fenton

Roger Fenton (Lancashire, 20 de março de 1819 – 8 de agosto de 1869), pioneiro fotógrafo britânico, um dos primeiros fotógrafos de guerra.

Em 1855 Fenton deslocou-se às frentes da Guerra da Criméia por iniciativa do editor Thomas Agnew, para fotografar as tropas, com um ajudante de fotografia, Marcus Sparling, servente e um amplo equipamento. Esta expedição foi o seu maior êxito. Foi financiada pelo Estado em troca de não mostrar os horrores que são provocados pelos conflitos bélicos, assim conseguindo que os familiares dos soldados e os cidadãos em geral não desmoralizassem.

Uma exposição de 312 fotos foi depois feita em Londres. As vendas não foram tão altas como esperava, possivelmente porque a guerra tinha acabado. Segundo Susan Sontag, na sua obra ‘Diante da dor dos outros’ (2003), Fenton foi enviado à Crimeia como o primeiro fotógrafo oficial de guerra por insistência do Príncipe Alberto. As poucas fotografias que fossem tiradas seriam utilizadas para motivar a aversão geral do povo britânico a uma guerra impopular e para compensar os relatos antibélicos do “The Times”. As fotografias converteram-se em pranchas xilográficas e publicaram-se no menos crítico “Illustrated London News” bem como em forma de livro e mostradas numa galeria. O resultado desta expedição foi uma visão muito suave da guerra, sem mortos, feridos nem mutilados. Mas, ao invés disto, foram mostrados os soldados do alto comando como grandes homens e os soldados rasos em descanso ou em entretenimentos. Esta guerra foi uma das mais fotografadas da história.··.

Militão de Azevedo

Militão Augusto de Azevedo (Rio de Janeiro, 1837 — São Paulo, 1905) é considerado um dos mais importantes fotógrafos brasileiros da segunda metade do século XIX.

Desenvolveu paralelamente as carreiras de ator e fotógrafo, atuando na Companhia Joaquim Heleodoro (de 1858 a 1860) e na Companhia Dramática Nacional (de 1860 a 1862), com quem se mudou para São Paulo aos 25 anos de idade. Ainda na década de 1850 trava conhecimento com os proprietários do ateliê Carneiro & Gaspar, para o qual passa a trabalhar como retratista. A experiência de Militão no teatro exerceu uma influência importante em seu estilo de fotografar. Enquanto outros fotógrafos da época dedicavam-se primordialmente ao maior mercado da época, o de retratos, nota-se que ele levou a efeito uma liberdade artística e criativa bastante exclusiva ao escolher a paisagem urbana como alvo de seus registros.

Cria o estúdio Photographia Americana em 1875, onde, além de figuras ilustres como Castro Alves, Joaquim Nabuco, Dom Pedro II e a Imperatriz Teresa Cristina, recebe uma clientela mais popular do que a dos demais estúdios instalados em São Paulo. Inclusive o preço cobrado pelas fotos era um dos mais baratos da cidade: cinco mil réis, o equivalente ao preço de cinco passagens para a Penha. A localização do ateliê, em frente à Igreja do Rosário, frequentada principalmente pela população negra, provavelmente explica a grande quantidade de negros fotografados, bem como a maneira em que estes aparecem nas fotos, não como escravos, mas como cidadãos comuns. Muitos outros registros mostram também coristas e artistas de teatro.

Em apenas alguns meses de 1862, Azevedo fez mais de cem fotos de uma São Paulo de apenas 25 mil habitantes, onde a presença de um fotógrafo nas ruas causava espanto à população.

 

Walker Evans

Walker Evans (3 de novembro de 1903, Saint Louis, EUA – New Haven, EUA, 10 de abril de 1975) foi um fotógrafo americano.

Walker Evans, que originalmente queria ser escritor descobriu a sua paixão pela fotografia durante os anos 1920. Os seus primeiros trabalhos exibiam já a sua visão objetiva e extremamente atenta ao pormenor.

Em 1935 entrou ao serviço da F.S.A. (Farm Security Administration), um organismo federal criado por Roosevelt para dar solução à crise agrícola dos Estados Unidos da América durante o período da Grande Depressão. Usando a fotografia como prova da miséria em que viviam os agricultores americanos, Evans registrava o cotidiano com precisão objetiva, dignificando, apesar de tudo, a pobreza em que estes agricultores viviam. Em 1938, depois de concluir o seu trabalho para a F.S.A..

O Museum Of Modern Art de Nova York honrou a obra de Evans com uma exposição, a primeira dedicada por este museu a um fotógrafo. Entre 1938 e 1941, Evans faz uma série de fotos – de forma escondida – no metrô de Nova York, considerando, ainda, a proibição, naquela época, de fotografar no metrô sem permissão prévia. O intuito era mostrar as pessoas “sem véus”, mostrando-se a intimidade do seu ser,uma vez que “no metrô os rostos se acham expostos e indefesos”.